Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Refém

"Pudesse eu não ser refém da vontade dos outros."

João Seilá - Refém

1518733_804626429568840_1144982214634455793_o.jpg/Parque das Nações

 

 

Publicado por Alexandra Rosa às 13:30

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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Saboreia cada instante

"Não te assustes com a quantidade de água, não tentes respirar! Fecha os olhos e deixa-te ir, saboreia cada instante, o frio, o medo, o desconhecido... Logo que sintas que já não há mais caminho para percorrer, que estás junto aos navios afundados de outras eras, pede auxílio aos fantasmas que ali rodeiam e com o fôlego que ainda te resta dança até às gaivotas, elas são as que melhor sabem quando já não há tempestade no mar."

 

/Costa Vicentina

 

Publicado por Alexandra Rosa às 09:34

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Gosto quando...

"Quando gosto, dou tudo de mim. Faço os maiores disparates por quem me é importante. Quando amo, vou ao fim do mundo. Quando acho que me merecem, o meu muro desfaz-se. As minhas guardas desaparecem. As minhas precauções não existem. Dou-me a mim. Dou o meu tempo e perco todas as minhas defesas.

Quando amo, espero ser amada com a mesma intensidade, urgência e querer. Espero que os disparates sejam de parte a parte. Que as cedências sejam naturais e de ambos os lados. Só porque sim, só porque fazem sentido e apetecem. Quando amo só quero tudo.

Hoje, não sei ser de outra forma.

Quando amo, vou ao fim do mundo. Não posso tolerar que, por mim, não venham ao fundo da rua."

- Rita Leston -

/Costa Vicentina (Ricardo Reis)

 

Publicado por Alexandra Rosa às 14:07

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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Sei que às vezes ris - bastante

"Sei que às vezes ris - bastante

Mas nem sempre a vontade que está por fora é igual ao que se sente por dentro. Mas sei que ris, muito. E que tentas matar a tristeza com um sorriso. Acho que é assim que se matam as tristezas, com sorrisos. É isso que vejo em ti: um sorriso gigante por fora que amedronta a tristeza que vai por dentro, e é isso que faz sentido: em vez de nos deixarmos amedrontar com as tristezas, em vez de nos deixarmos cair, sorrimos. Às vezes mesmo por entre lágrimas sorrimos, e elas, com medo, vão-se embora (ou pelo menos afastam-se o suficiente para nos deixar sorrir). 

As lágrimas têm um poder de lavagem da alma, penso que seja para isso que servem, saltam fora de nós para lavar o que nos entristece. 

As lágrimas também dão alento, reconheço-lhes esse valor, dão força para o passo seguinte, às vezes só depois de chorarmos é que as luzes da vida se alumiam para vermos por onde temos de ir. 

Quantas batalhas não se ganharam depois de um choro? Quantas forças não se reuniram depois de derramadas lágrimas? Quantos caminhos não se desvendaram depois de enxugarmos as lágrimas que nos cobriam os olhos? Quantas mães não fizeram das suas lágrimas forças para que o mundo continue a avançar? Como conheceríamos a bonança se não houvesse tempestade? Primeiro tudo revolto, e, depois a bonança, a calmaria, que nos deixa ver para onde vamos. 
Deus não iria criar as lágrimas só para nos fazer tristes, se ele as criou foi para algo mais do que viver tristezas. 

Afinal também existe felicidade no meio das lágrimas, não é verdade?

Chorar faz bem quando chorar faz falta.

Sei que às vezes ris - bastante. Mas também sei que choras - quando precisas."

Sei que às vezes ris - bastante de Carlos Marcelino

/Costa Vicentina

 

Publicado por Alexandra Rosa às 14:11

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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava a tua vida.

"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava a tua vida.
Um dia, quando os funcionários chegaram ao trabalho, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
“Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava a tua vida na Empresa. Estás convidado para o funeral ”.
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava a atrapalhar a sua vida e atrapalhava o seu crescimento na empresa. A agitação no funeral era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila.
Conforme as pessoas se iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

http://neurocrescimento.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif
– Quem será que estava a atrapalhar o meu progresso? – Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.

A pergunta ecoava na mente de todos: “Quem está no caixão”?
No visor do caixão havia um espelho e cada um se via a si mesmo…

Só existe uma pessoa capaz de limitar teu crescimento: TU MESMO!
Tu és a única pessoa que pode fazer a revolução da tua vida.
Tu és a única pessoa que pode prejudicar a tua vida.
Tu és a única pessoa que pode ajudar a ti mesmo.

“A Tua vida não muda quando o chefe muda, quando mudas de empresa, quando o teu marido ou esposa muda. A tua vida muda, quando tu mudas! Tu és o único responsável por ela! “"

 

Fonte : Inspirado no Livro “ Quem matou a Mudança” de Ken Blanchard

Publicado por Alexandra Rosa às 15:48

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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Levo-te a ti para sempre comigo

"Neste infinito fim que nos alcançou
Guardo uma lágrima vinda do fundo
Guardo um sorriso virado para o mundo
Guardo um sonho que nunca chegou

 

Na minha casa de paredes caídas
Penduro espelhos cor de prata
Guardo reflexos do canto que mata
Guardo uma arca de rimas perdidas

 

Na praia deserta dos dias que passam

Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que conheci...

 

No mundo onde tudo parece estar certo

Guardo os defeitos que me atam ao chão
Guardo muralhas feitas de cartão
Guardo um olhar que parecia tão perto

 

Para o país do esquecer o nunca nascido

Levo a espada e a armadura de ferro
Levo o escudo e o cavalo negro
Levo-te a ti... levo-te a ti... levo-te a ti
para sempre comigo...

 

Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que nunca perdi."

 

Toranja - Fim

/Praia do Canal

 

Publicado por Alexandra Rosa às 15:05

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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Quando o sol se juntar ao mar

Negras como a Noite

Xutos & Pontapés

 

"Com mãos de veludo 
Negras como a noite 
Tu deste-me tudo 
E eu parti

 

Um homem trabalha 
Do outro lado do rio 
Com as suas duas mãos 
Repara o navio 
Está sozinho e triste 
Mas tem de aguentar 
Já falta tão pouco 
Para poder voltar

 

Vai ficar tudo bem 
Isso eu sei 
Vai ficar tudo bem 
Isso eu sei 
quando o sol 
Se juntar ao mar 
E te voltara beijar 
Só mais uma vez, só mais uma vez 
Só mais uma vez, só mais esta vez

 

Com adeus começa 
Outro dia igual 
Ficou a promessa 
Escondida no lençol 
Negras como a noite 
Vindas de outra terra 
As mãos de veludo 
Estão á sua espera

 

Vai ficar tudo bem 
Isso eu sei 
Vai ficar tudo bem 
Isso eu sei 
quando o sol 
Se juntar ao mar 
E te voltara beijar 
Só mais uma vez, só mais uma vez 
Só mais uma vez, só mais esta vez"

Publicado por Alexandra Rosa às 14:06

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Terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Silêncio

"Assim como do fundo da música 
brota uma nota 
que enquanto vibra cresce e se adelgaça 
até que noutra música emudece, 
brota do fundo do silêncio 
outro silêncio, aguda torre, espada, 
e sobe e cresce e nos suspende 
e enquanto sobe caem 
recordações, esperanças, 
as pequenas mentiras e as grandes, 
e queremos gritar e na garganta 
o grito se desvanece: 
desembocamos no silêncio 
onde os silêncios emudecem."

Octavio Paz, in "Liberdade sob Palavra" 

 

/Costa Vicentina

 

 

Publicado por Alexandra Rosa às 16:11

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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Salte antes de pensar!

"A cabeça diz:

PENSE ANTE DE SALTAR.

E o coração diz:

SALTE ANTES DE PENSAR.

Esses dois caminhos são

diametralmente opostos.

Amar é saltar numa direção

perigosamente vida,

sem calcular na de antemão."

OSHO

/Parque das Nações

 

Publicado por Alexandra Rosa às 10:52

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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

- E daí? EU ADORO VOAR!

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. 
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! 
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. 
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: 
- E daí? EU ADORO VOAR!"

/Arrifana

 

Publicado por Alexandra Rosa às 14:48

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Resistir é vencer!

"Mesmo desacreditado e ignorado por todos, não posso desistir, pois para mim, vencer é nunca desistir."

Albert Einstein

/Praça da Alegria

 

Publicado por Alexandra Rosa às 16:08

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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Viver é um rasgar-se e um remendar-se.

"Para você ser feliz, curta o lance de viver.

O dia é luz propícia a quem ama, é fruto madurando, à espera de bocas sedentas e famintas.

Viver é assumir, sem medo, o exercício do perigo.

É não kamikaze sem causa, e sem motivo.

Viver é luz alquímica, que faz da espera esperança, e faz da solidão solidariedade.

Para você ser feliz, é só ser: o corpo é dínamo de nervos, sal do milagre, e semente de um mistério infinito.

Para você ser feliz, é só curtir, sem medo, o perigo de estar vivo – e não ser, para si mesmo, o seu feroz inimigo."

 

/Rossio

 

Publicado por Alexandra Rosa às 16:15

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Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Presos no passado

"Passou.

Esquece.

Não carrega na bagagem.

Não transforma em futuro o que ficou preso ao passado.

Desapega.

Não se maltrata.

Não se exija.

Não se anule.

A vida se desenha, os novos dias trazem certezas, os sonhos se realizam e todo o resto acontece."

/Castelo de Sortelha

 

Publicado por Alexandra Rosa às 15:36

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Quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Adeus

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."

 

Eugénio de Andrade

/Castelo de Sortelha

 

Publicado por Alexandra Rosa às 15:55

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2014

O Mais Infalível Veneno é o Tempo

Tabaco, café, álcool, ácido prússico, estricnina — todos não passam de poções diluídas: o mais infalível veneno é o tempo. Essa taça, que a natureza nos põe nos lábios, possui uma propriedade maravilhosa que supera qualquer outra bebida. Ela abre os sentidos, adiciona poder e povoa-nos de sonhos exaltados, a que chamamos esperança, amor, ambição, ciência. Em particular, ela desperta o desejo por maiores doses de si. Mas aqueles que tomam as maiores doses ficam embriagados, perdem estatura, força, beleza e sentidos, e terminam em fantasia e delírio. Nós adiamos o nosso trabalho literário até que tenhamos maturidade e técnica para escrever, mas um dia descobrimos que o nosso talento literário não passava de uma efervescência juvenil que perdemos. 

Ralph Waldo Emerson, in "Old Age"

/Sortelha

 

 

 

 

Música: Mariza - O Tempo Não Pára
Publicado por Alexandra Rosa às 15:58

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Terça-feira, 1 de Julho de 2014

Meu amor por você é eterno.

"Eu e meu querido marido, John, eramos casados há 46 anos. Todos os anos no dia dos namorados ele me enviava as mais lindas flores com um bilhete contendo cinco simples palavras: "Meu amor por você cresce."

4 filhos, 46 buquês de flores e uma vida inteira de amor era o legado de John para mim, quando ele faleceu há dois anos atrás.

No meu primeiro dia dos namorados sem o John, dez meses depois que ele morreu, fiquei chocada quando recebi um lindo buquê de flores... como os que John me mandava.
Irritada e com o coração partido, eu liguei para a loja de flores para dizer que eles tinham se enganado e mandado flores para o endereço errado, logo após eu falar isso o Floricultor me respondeu "Não madame, não foi engano. Antes de falecer, seu marido nos pediu para que nós garantismos que você continuasse recebendo os buquês de flores no dia dos namorados por muitos anos." Com o coração na mão, eu desliguei o telefone e fui ler o bilhete que estava no buquê de flores. No cartão dizia: "Meu amor por você é eterno."

Sue Johnston, 68, Houston, TX

/Sortelha

 

Publicado por Alexandra Rosa às 11:19

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Segunda-feira, 30 de Junho de 2014

No fim da estrada...

Eles encontraram-se no fim da estrada, quando ele parou o carro em frente ao dela. Ela paralisou, não iria aguentar depois de tudo. "Abre a porta!" grita ele. Ela não conseguiu mover-se. "Estiveste sempre na minha cabeça, mas estava cego." continuou ele, enquanto puxava a porta. Ela permaneceu de olhos baixos a esconder as lágrimas que teimavam em cair. "Deixa-me olhar-te nos olhos... Diz-me que o teu amor não morreu." caindo de joelhos. Ela abriu a porta, ajoelhou-se perto dele fazendo-lhe uma festa na cara macia como sempre se lembrara. " Consumiste tudo, até à última gota, não sobrou nada."disse olhando-o nos olhos. "Agora preciso de cuidar de mim." Ele agarra-lhe nas mãos impedindo-a de se levantar, "deixa-me fazê-lo contigo." Ela fechou os olhos e deixou uma lágrima cair. "Não acreditas, pois não?" Ela levantou-se e entrou no carro. Enquanto fazia marcha atrás ainda o ouviu dizer: "vou estar todos os dias contigo, por perto, mesmo que não me deixes tocar-te, mas sentir-me-às preencher-te com tudo o que te roubei."

/Sortelha

 

Publicado por Alexandra Rosa às 14:29

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Quarta-feira, 25 de Junho de 2014

Olha...

-Olha-me nos olhos. – Disse-lhe. – Vou desistir de ti. 
Aquela figura sublime fez o que lhe pedi. Aguardei por algo. Pelo quê? Não o quis admitir, contudo esperava que aquela equivalência de deusa do Olimpo me implorasse para mudar as minhas palavras. Em vez disso, abraçou a minha decisão, qual surpresa. 
Obriguei os meus pés de chumbo a levarem-me dali, cabeça baixa, orgulho ferido, coração nas mãos. 
Não ousei olhar para trás. Nunca gostei de despedidas, e até hoje ainda não me tinha despedido. 

Ana Monteiro

 

/Tróia

 

Publicado por Alexandra Rosa às 15:11

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Sexta-feira, 20 de Junho de 2014

Flor

"Menino quando morre vira anjo

Mulher vira uma flor no céu

Malandro quando morre vira samba."

Chico Buarque

Publicado por Alexandra Rosa às 15:50

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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014

A realidade é esta...

"A realidade é esta...
são elas as mulheres.

"Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes.

Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens.""

Rui Zink

/Cascais

 

Publicado por Alexandra Rosa às 11:47

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